Neste blog pretendo divulgar e discutir assuntos de meu ineteresse: escalada em rocha e em gelo, montanhismo, ecologia, livros ... além de assuntos com os quais trabalho profisisonalmente: método dos elementos finitos, méto dos elementos discretos, análise numérica e lógica fuzzy. Aqui você também pode encontrar textos e material de minhas aulas, alguma coisa sobre o melhor carro do mundo (Toyota Bandeirante) e citações. Ah!, e sobre música e o instrumento que toco (ou tento tocar): viola caipira.

Ou seja, tudo que eu gosto e faço Na ponta dos dedos.

Por que Projeto Peregrinus: em 2001 eu e mais cinco amigos escrevemos um projeto de patrocínio com esse nome, cujo objetivo era subir as mais altas montanhas de cada país sulamericano. O projeto não saiu do papel, mas a escolha do nome, bastante apropriada, foi feita por mim, após abrir aleatoriamente um dicionário Latim-Português. Essa foi a primeira palavra que li: peregrinus: aquele que viaja para outro país. A coincidência foi tão grande que me marcou muito. Como também pretendo falar de minhas viagens resolvi manter esse nome.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sugestão de caminhadas e escaladas para treinamento

Aqui vão algumas sugestões de caminhadas pesadas e escaladas par treinamento físico-psicológico para uma expedição em alta montanha feita no mês de julho. Segui esse cronograma antes de minha primeria viagem à Bolívia.

É claro que, independentemente do treino, são excelentes sugestões de lugares para conhecer. Em breve escreverei sobre cada um deles.

Abril: Pico da Bandeira, Parque Nacional do Caparaó (ES)
Terceira montanha mais alta do país, com 2.890 m, localizada no Espírito Santo. Esta montanha oferece uma ótima oportunidade para realização de atividades em altitudes maiores, além de servir como teste físico.




Maio: Pico das Agulhas Negras, Parque Nacional de Itatiaia (RJ)
Quinta montanha mais alta do país, o Pico das Agulhas Negras e o maciço de Itatiaia, devido a sua grande altitude média, também permitem a realização de um ótimo treinamento físico. Esta etapa do treinamento será realizada próxima ao inverno, com exposição a baixas temperaturas, permitindo testar algumas roupas que serão usadas nas escaladas em montanhas bolivianas.




Maio: Travessia Petrópolis-Teresópolis (RJ)
A travessia será realizada em dois dias com carga media de 15 kg, tendo como objetivo o aprimoramento da capacidade física, muscular e aeróbica.




Junho: Pedra da Mina, Serra da Mantiqueira (MG)
Quarta montanha em altitude, a pesada caminhada até seu cume será realizada num ritmo forte, em dois dias, com o objetivo do aprimoramento da capacidade física. Condições de baixas temperaturas também serão enfrentadas, além da escassez de água, que testará a organização e logística da equipe para situações extremas, servindo também como um teste psicológico.

Foto de Cecílio

Julho: escalada do Dedo de Deus e Agulha do Diabo, Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ)
As escalada nessas duas montanhas da Serra dos Órgãos, realizadas em um único fim de semana, servirão como último teste de resistência física e psicológica para a viagem.



Continue lendo >>

A Cordilheira dos Andes

A Cordilheira dos Andes, como todas as outras formações deste tipo, são vindas do fundo do mar. Melhor explicando, as cordilheiras (Andes, Cáucaso, Himalaia, etc.), compõem parte da geologia da terra, a qual envolve os chamados tipos de terrenos que, no caso, seriam os dobramentos modernos. A “dobra”, ou terreno de formação recente, está sujeita ao encontro das placas tectônicas devido aos movimentos tectônicos que, no caso de montanhas (cordilheiras), este seria o horizontal, conhecido como Orogênese.


Os movimentos horizontais, na alta montanha, podem representar perigo aos alpinistas; com esses movimentos, surgem as gretas (rachaduras que se abrem nos glaciares, com profundidades incalculáveis, que ficam “escondidas” por uma simples nevasca), além destas, outro perigo “não” relativo a essas movimentações, seriam as temidas avalanches, as quais ocorrem devido ao mau firmamento da neve recém estacionada, sobre uma área já cristalizada, que com um simples toque, torna-se uma “cachoeira” de neve e pedras rolando montanha abaixo.

O encontro das placas tectônicas (movimentos horizontais) é que origina também os famosos terremotos, por isso áreas como o Chile, Bolívia e outras, situadas próximas ou exatamente no encontro de duas placas distintas, estão sujeitas a esses fenômenos naturais. Outras regiões como o Brasil, possuem 99,9% de chance de não ocorrer tais fenômenos, pois se encontram no centro de uma placa, sendo assim são regiões presentes no mapa há muito mais tempo, já que é o movimento vertical (epirogênese), que origina os continentes. Essas movimentações verticais não ocorrem no encontro das placas.
Quanto ao clima nas altas montanhas, podemos falar das temperaturas; ao Sol, a temperatura média, à 5000 metros de altitude, gira em torno de 15° à 30° C, enquanto à esta mesma altitude só que à noite, gira em torno de –10° à –20° C. Em altitudes mais elevadas como 6700 metros (ponto culminante da Bolívia, na Cordilheira dos Andes), ao Sol, a temperatura média gira em torno de –10° à –15° C, enquanto à noite gira em torno de –20° à –30° C.
Relativo também à clima, podemos falar sobre as monções; o melhor período de escalada em alta montanha, principalmente na Cordilheira do Himalaia, é entre as monções de verão e de inverno. Este período se mantém entre os meses de junho a agosto. Durante as monções, principalmente as de inverno, o clima de regiões montanhosas muda, bruscamente, de aparência; ventos fortes, poeira de neve nos cumes, intensas nevascas impossibilitam de, praticamente, nenhuma ascensão ao cume.
Estes fatores, geológicos e geográfico – meteorológicos, são os grandes responsáveis pela maioria dos acidentes em altas montanhas. Para se efetuar uma expedição para escaladas deste tipo deve sempre ter uma prévia orientação sobre clima da região, melhor época para ascensão, entre outras, podendo, assim, reduzir possibilidades de acidentes.

Continue lendo >>

Os 7 cumes

Os sete cumes do mundo são as sete maiores montanhas, espalhadas nos sete continentes. O primeiro brasileiro a conseguir escalar os sete cumes foi o paranaense Waldemar Niclevicz. Uma das sete maiores montanhas do mundo (em cada continente) é o Everest (Nepal), na Ásia, com 8.848 metros de altitude, situado na cordilheira do Himalaia, presente em todos os sonhos de alpinistas do planeta inteiro. Porém, esta montanha representa algumas dificuldades na escalada mundial; devido sua altitude, o ar se torna rarefeito, ou seja, a 8.848 metros, no topo do mundo, o oxigênio equivale a 1/3 do presente ao nível do mar.

Na Europa a montanha mais clássica é o Mont Blanc, com aprox. 4900 metros. Porém ela não é a maior deste continente. O ponto culminante é o Elbrus, com 5.642 metros, localizado no sul da Rússia, na cordilheira do Cáucaso.

Na Oceania a maior montanha é o Cartenzans , com 4.884 metros.

Na América do Norte a maior montanha é o Monte Mc Kinley, com 6.194 metros.

Na África (Tanzânia), é o vulcão inativo Kilimanjaro, com 5.895 metros de altitude,. Dizem que um escocês já o escalou de saia, demonstrando ser esta a montanha mais fácil das sete.

Por último temos o Vinson, na Antártida, com 4.897 metros de altitude.

Continue lendo >>

Sopa cítrica de abóbora com gengibre

Esta receita inaugura mais uma nova seção do blog: Sabores. Afinal, também cozinho "Na ponta dos dedos" (no caso,nos dedos da mão :).

Esta sopa é muito boa e a receita é uma tentativa de imitação da sopa de um restaurante (que não existe mais) da Cobal do Humaitá.

Vale dizer que minhas receitas são todas intuitivas, então não dou as quantidades exatas, mesmo porque eu não as tenho, nem na cabeça nem anotada. Dessa forma, a cada vez que cozinho, mesmo uma receita conhecida, altero a receita, descobrindo novos sabores. Dessa forma me divirto muito mais.

Vamos lá, não tenha medo e faça o mesmo: teste, tente, experimente e divirta-se cozinhando, sem pressões nem medo de errar. Mas, se errar, saiba que são os erros que nos levarão aos acertos.


Cozinhe abóbora e gengibre picado com um pouco de sal.
Junte uma ou duas maçãs verdes, sem casca.
Corrija o sal.
Se estiver com pouco gosto de gengibre, rale um pouco e junte à sopa.
Se estiver com pouco sabor cítrico junte mais maça ou algumas gotas de limão até chegar no ponto.

Para servir passe um pouco de requeijão na parte interna de um recipiente individual para sopa. Coloque a sopa no recipiente individual e decore com uma folha de hortelã.



Continue lendo >>