Sábado, 11 de outubro.
Chove desde ontem.
Tive uma noite ruim devido aos mosquitos e pernilongos (um dia ainda escreverei sobre eles) e mesmo assim acordei cedo com uma saudade doída dos três filhos. Ainda bem que o Francisco vem em dezembro.
Ainda bem que tenho aqui um casal de amigos super especial, além de parentes e amigos que me ligam ou mandam mensagens com frequência.
Pena que nem todos fazem isso. Não, não é ligar com frequência. É simplesmente ligar. Ou mandar mensagem. Essa ausência é uma maneira de dizer "ei, não sinto sua falta, não quero mais". E uma forma bastante eficiente de me fazer aprender a viver sem precisar da pessoa e, reciprocamente, sem sentir sua falta.
Mas há um lado bom na chuva: lá no alto das montanhas deve estar nevando. Em breve, ski e snowboard.
sábado, 11 de outubro de 2014
Chove chuva
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Notas soltas
Carteirinha do CAFGO
Encarando um kebab com fritas, refrigerante e pimentas, depois da caminhada do fim de semana
Uma árvore de Natal
Minha mesa de trabalho: dois objetivos ao mesmo tempo
Montanha: Charmont Som
No fim de semana dos dias 4 e 5 de outubro participei de uma atividade organizada pelos diversos clubes alpinos da região, chamada de região 38. Foi um treinamento para caminhadas alpinas no Parque Reginal de Chartreuse.
Na verdade não aprendi nada de novo, mas foi bem legal ver os caras atuando e passando algumas dicas.
No sábado fomos a Saint Pierre de Chartreuse, por coincidência o mesmo lugar onde fiz snowboard dez anos atrás. A cidadezinha é linda.
O que é mais bonito, a igreja ou a montanha?
No sábado assistimos uma apresentação sobre meio ambiente nas montanhas, abordando a flora e a fauna da região. Depois, na praça da cidade em frente a igreja, havia mesas temáticas: arrumação de mochila, primeiros socorros, slackline (tentei mas não consegui), marcha nórdica (com bastões).
Por volta do meio dia subimos uma montanha até uma falésia. Ali recebemos instruções e praticamos rapel, uso de piolet e uma pequena travessia vertical. Como disse, nada de novo pra mim, mas gostei de ver os guias atuando. Todos els, menos um, com cerca de 60 anos e muita experiência.
Uma coisa ficou clara pra mim: eles efetuam os procedimentos de segurança mas sem muita frescura. Exemplos: "em caminhada alpina você precisa de um capacete, porque as pedras caem, um boudrier e 3 mosquetões. Se você for o guia, uma corda. Nada mais" e "Se seu parceiro escorregar, não se preocupe, basta segurar a corda, nem precisa de força, e ele para de escorregar".
Aí eles usam UIAA pra dar segurança quando a passagem é mais perigosa. Não usam solteira, eles usam a própria corda para fixação.
Na volta assistimos uma palestra da diretora do parque, seguido de um coquetel. Por volta das 21h tivemos um jantar (salada verde, uma linguiça com batatas, torta de maça, vinho). Dividi uma barraca com o pessoal do clube. A lua estava linda.
No dia seguinte nos separamos por grupos e participei de uma caminhada ao Charmont Som pela face norte, uma bela montanha do parque.
Em primeiro plano, tirando a moça à esquerda, são alguns dos guias do CAFGO. Dá pra perceber pelos cabelos brancos a experiência acumulada
O grupo e a face norte da montanha
A ideia era pegarmos o costão acima, mas havia uns caçadores pela trilha de acesso, então fizemos um desvio e pegamos o costão a meia altura.
Só se encordou quem quis, mas achei meio exposto. Eles realmente não tem muito frescura com isso, acho que devido a experiência.
Já no cume, como sempre, tive que ficar em um canto porque me emocionei um pouco. Cheguei ao agui e o agradeci. Ele ficou surpreso e até um pouco sem graça e me agradeceu também. Eles não estão muito acostumados com isso.
Dessa vez o grupo era mais heterogêneo, então só me cansei nos metros finais. Impressionante que não ficamos nem 10min no cume por causa do riso de chuva. Nem fotos esses caras tiram.
Fotos no cume. Ao fundo, La Pinea (http://www.isere-rando.com/topos/pinea-en-boucle-par-montfromage#.VDUVpPmSxAI)
Lá no cume tirei a joelheira pois não aguentava mais: dessa vez foi o lado esquerdo do joelho ficou machucado por causa do atrito. Tenho que aprender ainda como regulá-lo.
Gostei muito da atividade. E comecei a conhecer as pessoas do clube.
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Vinho da semana: Mandrim aux Noix (cerveja)
Esta é uma cerveja artesanal feita aqui mesmo em Grenoble. A cor é linda, sabor maltado. Tem um toque de nozes. Uma delícia.
Realmente não dá pra gostar de skol, antarticas e afins.
É um pouco cara, mas vou comprá-la de novo ou experimentar os outros sabores da marca.
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